Apanhámos o peixe… mas do fundo do lago surgiu um terror que nos deixou petrificados.

Era verão, quente, com um horizonte imperturbável. 🌞 Pasha, Dima, Artiom e eu fomos ao lago onde a minha avó tinha uma pequena casa. A água estava impressionantemente clara, mas naquele dia parecia que algo — inesperado — se agitava das profundezas.

Tentámos pescar, mas os peixes não mordiam. 🎣 As horas passaram e um leve aborrecimento instalou-se, até que o Pasha tirou uma melancia e começámos a comê-la mesmo à beira do lago. A polpa vermelha e fria escorria pelas nossas mãos enquanto ríamos, deixando apenas a casca verde grossa para trás. 🍉

O Dima, sempre cheio de ideias estranhas, sugeriu amarrar as cascas para tentar um “novo método” de pescar. 🤯 Tentámos, rindo, e quando sentimos a primeira puxada forte na água, os nossos corações começaram a bater rápido.

Nesse momento, apareceu algo que ninguém esperava… 👀👀

Esse verão parecia interminável — tardes douradas, noites tranquilas e risadas que ecoavam pelas árvores. 🌞 Os meus amigos — Pasha, Dima e eu — fomos à aldeia onde a minha avó tinha uma pequena casa perto de um lago. Era daqueles lugares que pareciam congelados no tempo, rodeados de pinheiros sussurrantes e água tão clara que podias ver a areia por baixo. Sempre adorei aquele lago. Parecia vivo de uma forma estranha, mas reconfortante.

Naquela manhã, só queríamos pescar e relaxar. Sem planos, sem pressa. Mas os peixes não mordiam. Duas horas passaram — nem um único puxão. O Dima começou a resmungar, o Pasha deitou-se na relva, e eu apenas olhava para a água, vendo o meu reflexo ondular e distorcer-se. É engraçado como até a água pode distorcer quem és. 🪶

“Esqueçam a pesca,” disse finalmente o Pasha, tirando uma enorme melancia fria da sua mochila. Ficámos todos animados. Estava gelada, pingando, perfeita sob o calor do verão. Cortámo-la com o meu canivete e comemo-la mesmo ali à beira — o sumo vermelho a escorrer pelos nossos pulsos, o riso a ecoar pelo lago. 🍉

Tudo o que ficou depois foram cascas verdes e grossas, a brilhar ao sol. O Dima, sempre cheio de ideias loucas, sorriu:
“Ei… e se fizermos uma rede com isto? Só por diversão!”

Rimo-nos — mas de alguma forma, fizemo-lo. Amarrámos as cascas umas às outras com a linha de pesca, nó após nó, até formar uma “rede” verde ridícula. Depois, rindo e a salpicar água, entrámos na água até aos joelhos. 🎣

O lago estava quente, silencioso, quase demasiado calmo. Arrastámos lentamente a nossa estranha “rede” pela água rasa, sem esperar nada. Mas então — um puxão súbito. A linha estremeceu violentamente. A água agitou-se. O meu coração saltou. Algo enorme estava preso!

“Segurem-na!” gritou o Dima. O Pasha saltou para ajudar. Agarrei a linha, os músculos a arder, e quando a levantámos… lá estava. Um enorme peixe prateado, a brilhar como um espelho ao sol. Debatia-se, batia na superfície, mas o Pasha conseguiu colocar-lhe o boné por cima e segurá-lo.

“Apanhámos-no!” gritou ele.

Naquela noite, a minha avó cozinhou o peixe no fogo. O cheiro encheu o quintal — fumado, doce e estranho. Sentámo-nos debaixo das estrelas, a comer e a rir até tarde. Parecia um daqueles momentos perfeitos que nunca se esquecem. 🔥

Mas então… algo mudou.

Quando estávamos a arrumar, a avó saiu de casa e disse calmamente:
“Não deixem a vossa rede de melancia aqui.”

“Porquê?” perguntei.

Ela fez uma pausa longa antes de responder.
“Nesse lago, só pescas uma vez. Depois o lago encontra uma forma de te trazer de volta.”

A sua voz era calma, mas pesada, como se não estivesse a brincar. Todos nos olhámos confusos.

“Avó, o que queres dizer?” ri nervosamente.

Ela olhou para mim, os olhos a refletirem o fraco brilho do fogo.
“Pergunta aos velhos da aldeia sobre Semyon, o pescador. Ele apanhou algo estranho num verão… e o lago nunca o perdoou.”

Ela atirou outro pau para o fogo. Faíscas subiram, a cintilar como pequenas almas.
“Queimem essa rede,” disse baixinho. “Antes que o lago se lembre de vocês.”

Rimo-nos e queimámos as cascas, o cheiro a fumo e melancia a misturar-se no ar da noite. Depois fomos dormir. 🌙

Na manhã seguinte, acordei antes do amanhecer. A casa estava silenciosa. Saí lá fora — a névoa pairava sobre o lago como um véu branco. O ar parecia pesado. O meu reflexo tremia na água. Inclinei-me…

E por um momento, juro — não era eu a olhar de volta.

O rosto no reflexo sorriu primeiro.

Depois afundou-se sob a superfície. 💧

Gostou do artigo? Partilhe com amigos: