Vizinhos estrangeiros deram-me isto e disseram: “Bom apetite”, mas era algo duro e não parecia nada comida, mais parecido com um ovo. 😱🤔
No início, fiquei realmente assustada.
Os vizinhos são estrangeiros e quase não falamos—apenas um rápido “olá” no elevador. Depois, numa noite, houve uma batida à porta. Eles estavam ali, a sorrir, a estender um pequeno saco, e disseram em russo com sotaque:
— Bom apetite!
Espiei para dentro—e lá estava… algo escuro, sólido e estranho, como se pertencesse a um museu ou a um filme de dinossauros. Não parecia nada comestível. Frio nas minhas mãos, como pequenas pedras. Até cheirei—quase sem cheiro nenhum.
— Isto… é comida? — perguntei com cautela.
Eles acenaram com a cabeça, sorriram ainda mais e depois foram-se embora.
Fiquei muito tempo na cozinha com aquele saco. Os meus pensamentos rodopiavam: “E se isto não for para comer? E se for uma brincadeira? E se eu estiver a perder algo realmente importante?” Colocá-lo no frigorífico parecia assustador, deitá-lo fora parecia embaraçoso.
Finalmente, recorri à internet. Procurei por imagem, descrição e forma. E quando finalmente encontrei, mal pude acreditar nos meus olhos. 😱😨

Eu tinha acabado de terminar as tarefas da noite quando houve uma batida suave à porta. 🏡 Não estava à espera de ninguém—especialmente não dos meus vizinhos. Eles são estrangeiros e, tirando alguns “olás” estranhos no elevador, quase não falamos. Curiosa, abri a porta e vi-os ali, a sorrir, a segurar um pequeno saco de papel. Disseram em russo com ligeiro sotaque: “Bom apetite!” e entregaram-me o pacote. 😳
Olhei para dentro. O que vi deixou-me paralisada. Dentro do saco de papel havia pequenas coisas estranhas, escuras e duras que não pareciam nada comida. Eram lisas e frias, quase como pedras, e por um momento pensei que fossem peças de museu ou adereços de um filme de dinossauros. 🦕 Cheirei-as com cuidado—quase sem cheiro. A minha mente acelerava: “Isto… é mesmo comestível? Ou é algum tipo de brincadeira?”
“Isto… é comida?” perguntei hesitante, com a voz a tremer ligeiramente. 😬
Os vizinhos apenas sorriram ainda mais, acenaram e despediram-se antes de sair. Fechei a porta e fiquei no meio da cozinha, a olhar para o saco. Os objetos estranhos olhavam de volta para mim, silenciosos e misteriosos. Não me atrevia a colocá-los no frigorífico, e deitá-los fora parecia indelicado. Estava presa entre a curiosidade e a cautela. 🕵️♀️

Por fim, voltei à internet. Procurei tudo—imagens, descrições, formas—mas nada batia certo até que, finalmente, encontrei. Os meus olhos arregalaram-se, a minha boca ficou aberta. 😱 Não eram apenas comida—eram castanhas-de-água. Nunca as tinha visto antes, muito menos segurado nas minhas mãos. Em alguns países, são consideradas uma iguaria, comidas cruas, cozidas ou até assadas. A descoberta foi ao mesmo tempo um alívio e estranhamente emocionante. 🌊
Na manhã seguinte, encontrei os meus vizinhos quando ia para o trabalho. 🌞 Disse-lhes que tinha descoberto o que era o presente. Eles ficaram radiantes, gesticulando com as mãos, mostrando-me como descascar, preparar e comer. Ri-me com eles, um pouco envergonhada com a minha confusão, mas genuinamente curiosa para experimentar algo tão desconhecido. 🥢

Nessa noite, decidi cozinhá-las. Fervi algumas, adicionei uma pitada de sal e provei nervosamente. Estaladiças, frescas, ligeiramente doces—eram deliciosas. 😋 Não conseguia acreditar que alguma vez tive medo daquelas pequenas esferas castanhas. Senti uma pequena ligação com os meus vizinhos, como se tivéssemos partilhado um pequeno segredo entre culturas.
Alguns dias depois, a curiosidade voltou a vencer. 🌱 Procurei mais receitas e formas de usar castanhas-de-água. Até imaginei mostrá-las aos meus amigos, tornando-os parte desta pequena aventura de descoberta. Ri-me ao pensar como algo tão comum para uma pessoa pode parecer completamente estranho para outra.
Depois, numa noite, aconteceu algo estranho. ⚡ Estava a descascar uma castanha-de-água à mesa da cozinha quando ela escorregou dos meus dedos e rolou para debaixo do frigorífico. Ao baixar-me para a apanhar, os meus dedos tocaram em outra coisa. Fiquei imóvel. Ali, escondido sob uma camada de pó, estava um envelope velho e desbotado, endereçado a mim com a minha própria letra. ✉️

Confusa e a tremer, abri-o. Dentro havia notas que eu tinha escrito anos antes sobre um sonho que quase tinha esquecido—sonhos de viajar, aprender novas línguas, conhecer pessoas de lugares distantes e provar comida desconhecida. 🗺️ O meu coração deu um salto. De alguma forma, as castanhas-de-água, o presente misterioso dos estrangeiros e até este envelope esquecido pareciam ligados, como se o universo me estivesse a empurrar para fora da minha zona de conforto.
Nessa noite, sentei-me à mesa da cozinha, a descascar castanhas-de-água uma a uma, sentindo a estranha emoção da descoberta e o calor da ligação. 🌌 O mundo parecia subitamente muito maior, mais imprevisível e cheio de possibilidades do que eu imaginava. E mesmo quando dei mais uma dentada, o meu telemóvel vibrou. Era uma fotografia dos vizinhos—outro presente, outro mistério.
Sorri, percebendo que tinha entrado numa pequena aventura que começou com uma simples batida à porta. 🚪 Os estranhos, duros e misteriosos “ovos” eram apenas o começo, e mal podia esperar para ver o que viria a seguir. A vida, ao que parecia, tinha um delicioso sentido de humor. 😄